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O PRIMEIRO SEMINÁRIO DIOCESANO DE SÃO PAULO

28 jan 2013

Maria Luiza Marcilio – Presidente do Instituto Jacques Maritain
“O SÃO PAULO”, ano 57 de 22 a 28 de janeiro de 2013 (semanário da Arquidiocese de São Paulo)

A Diocese de São Paulo foi criada em 1745. Em 1759 os jesuítas foram expulsos do Brasil desaparecendo com eles seus Colégios onde eram preparados os sacerdotes(e os leigos de elite), constituindo-se no único ensino secundário no Brasil.

Só em 1856, o bispo D. Antonio Joaquim de Mello(1842-1861) decidiu criar o Seminário Diocesano. Sem professores para ele, o Bispo trouxe os capuchinhos franceses de Saboia, famosos por seu rigor intelectual e que o dirigiram por 25 anos, até 1879 quando o Seminário passou para as mãos de sacerdotes diocesanos.

O Seminário Diocesano ocupava uma vasta área no Bairro da Luz, num imponente edifício especialmente construído, para abrigar suas salas de aula, acomodações para seus internos e os padres professores, a grande Igreja(de São Cristovão), alem de contar com áreas verdes e de lazer dos alunos.

Como então havia um único e insatisfatório ensino preparatório secundário para os candidatos à Faculdade de Direito de São Paulo, o Seminário acolheu também os candidatos  aos cursos superiores das poucas Faculdades  existentes no Brasil Império.

Proclamada a Republica, em 1904, o bispo D. José C. Barros separou o Seminário do Colégio. Para dirigir o Colégio foram convidados os Irmãos maristas, vindos de Lyon na França e que se instalaram na Vila Mariana. O Seminário foi também dividido em Menor e Maior, em 1905. O Seminário Menor foi para Pirapora do Bom Jesus e confiados aos religiosos premonstratenses, da Abadia de Averbode, na Bélgica, recém vindos ao Brasil. Em 1948 foi transferido para a cidade de S.Roque, por ordem da Mitra de São Paulo.

O Seminário Maior, Seminário Central da Imaculada Conceição foi confiado aos padres diocesanos e foi instalado, no Ipiranga, em área ampla com prédio e igreja especialmente construídos. Com a determinação do Concilio Vaticano II dos seminaristas deixarem de ser internos, foram liberados espaços, onde  o cardeal Dom Agnelo Rossi criou a FAI,  hoje ligada à PUC-SP.

O lado esquerdo do amplo edifício do Primeiro Seminário Diocesano da Luz foi derrubado para a abertura da Rua São Caetano. Parte do que restou desse lado, (ocupado atualmente por bares e lojas), foi atingido por incêndio, em novembro de 2012.

Maria Luiza Marcilio è Professora Titular da USP, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da USP e presidente do Instituto Jacques Maritain do Brasil